sábado, 20 de setembro de 2008

Rebirth

Tan-dan-dan-tan-dan-dan...
Eu era recém-casado quando eu e minha querida esposa decidimos seguir em um Cruzeiro para o Caribe, eu vivia de dar aulas na universidade, mas felizmente consegui dinheiro apra realizar o sonho de minha amada esposa.
A conheci durante a minha infância e depois me afastei dessa adorável mulher por um bom tempo durante a fase que vivi em João Pessoa. O "reencontro" foi algo inexplicável e, bem...
Até hoje estamos juntos e felizes.
Mas nem tudo foi feliz durante essa viagem...
Não contávamos que em um navio daqueles poderia acontecer algo tão trágico.
Era um navio gigante, aparentava ser seguro, e bem...
Como eu havia dito antes era um lugar onde estavam os nobres e eu estava de "penetra", teoricamente. Como professor eu havia conhecido diversos lugares, mas empre a trabalho. Entre as conversas mais freqüentes do pessoal estava passar final de semana na Suiça em uma estação de ski, algo impossível de se imaginar para mim.
Durante as noites havia festas no navio com pratos sensacionais e música de boa qualidade, não era um Piiiiiiiiink Floyd, mas era sempre uma música clássica de boa qualidade.
Até que na noite de 15/10/2019 um grupo terrorista rende a tripulação e o capitão,naquele momento.
O medo havia se espalhado ali. Estávamos desesperados e sem saber o que fazer, percebemos um grande desvio na rota e agora o navio estava repleto de dinamites por todos os lados...
E, bem, não havia mais ninguém que soubesse manipular um leme de navio, pois o capitão e os marinheiros foram friamente assassinados e nós estávamos nas mãos daqueles malditos.
Muitas pessoas saltaram para a morte no oceano no mesmo dia em uma tentativa desesperada de se salvar nadando, mas pelo pouco que eu sabia, essa tentativa era desesperada. Esperei que alguns dias se passassem na esperança de que a guarda costeira viesse nos resgatar, mas isso não aconteceu e a tripulação que antes comia bem, estava feliz agora estava cada vez mais paranóica e passando fome, não se comia nada naquele navio há uns 5 dias...
Já estava começando a delirar e eu passei a cogitar a hipótese de me lançar ao mar e tentar me salvar, afinal os terroristas estavam longe de atingir o objetivo que era recuperar um antigo líder da América Latina bastante odiado pelo EUA e que se encontrava em uma prisão especial situada no panamá, acreditávamos que o Tio Sam não abriria mão de um prisioneiro tão importante facilmente. Os terroristas estavam cada vez mais enfurecidos e...
Vocês imaginam o final dessa história.
Foi então que em um delírio eu vi uma ilha muito distante a sudeste, não tinha a menor idéia de qual a distância daquela oasis, foi então que em um momento de insanidade eu e minha esposa saltamos.
Passamos dias, talvez semanasvagando pelo mar, até sem esperanças de sobreviver, mas conseguimos chegar até aquela ilha...
Era uma ilha esquisita, não tinha comida decente e, bem eu temia por uma tribo obscura que ainda não tivesse contato com a "civilização". Passado um tempo eu decidi explorar a ilha e não encontrei sinal de humanos hostis por lá...
Apenas coco...e coco
E foi assim que eu vi 197 dias e noites, já não em importava mais a minha aparência, pois na ilha havia me ferido gravemente e algumas cicatrizes surgiram em meu corpo...
Foi assim que vivi por um bom tempo, com uma barba gigante, com um cabelo irreconhecível, minha linda esposa também fora castigada pela ilha hostil e assim fomos encontrados por um navio petroleiro...
Mal sabia me comunicar com aquelas pessoas, mas eles devem ter sentido que precisávamos de ajuda.
Mais seis emses e finalmente revi meus velhos amigos, minha família e ninguém me reconheceu inicialmente, tamanha a agressividade daquele lugar.
Passei um bom tempo sem trabalhar depois que cheguei ao meu amado Brasil, pois tive que provar que de fato eu sobrevivi àquela triste viagem do navio S.S. John 142.
A comunidade científica e os alunos da universidade não lembravam mais de mim e hoje finalmente estou me recuperando de todo esse susto, agora vivo a minha vida de maneira diferente e agora sem viagens de navio.
Felizmente eu e minha amda estamos vivos e tentando superar tudo isso aos poucos com visitas freqüentes ao psicólogo.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Revivendo...

Faz um certo tempo que não posto por aqui, mas não é por má vontade, é que ainda acredito que não tenho muitas idéias legais para escrever... Eu poderia escrever sobre qualquer coisa como, por exemplo, futebol, mas é um tema que acredito que não seria muito interessante.
Em breve, estarei postando algumas viagens, vocês sabem, não é?
Carnaval chegando e essa data representa uma ótima data para se agilizar os trabalhos, estudar, refletir e até jogar RPG (hehehehehe).
Deixo o tema a critério da 1ª pessoa que postar um comentário nessa postagem porque, dessa forma, eu saberei a demanda por meus textos e utilizarei todos os meus métodos para criar um texto atraente.
Grato,
Roger

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

Final de namoro psicodélico

Até que eles formavam um casal bonito, mas os dois eram ciumentos ao extremo e as vezes o relacionamento se tornava algo cansativo para os dois.
Recordo-me de poucas brigas, mas essa marcou em especial. A grande discussão envolvia uma nova amiga do rapaz.
Moça: "-Quer dizer que você quer me trocar por aquela amiga sua? Você está fazendo isso apenas porque ela tem uma bicicleta espacial?"
Rapaz: "-Já te falei que ela é apenas uma amiga, a conheci em um concurso de coelhos predadores de ovelhas. Ela me pareceu bem interessante, é verdade, mas não consigo ser infiel como você que saiu correndo atrás daquela bola amarela."
Moça: "Bem, já te falei sobre a bola amarela, nós estávamos separados e eu não estava junta contigo, então devo supor que era justo eu correr atrás daquela bola que tanto me fascinou, qual é o problema de se apaixonar por uma bola?"
Rapaz: "Como assim qual é o problema? Por causa disso eu passei meses esfregando o meu cerebeo na brita durante as tardes ensolaradas do inverno. Como sempre você nunca parou para ouvir meus gritos que ecoavam por aí."
Moça "-Você e suas manias de discutir relação. Já te falei que isso é a maior perda de tempo e que não funciona. Quanto a esfregar o cerebelo na brita. BEm, confesso que era engraçado observar você fazendo isso... Ficava distante te vendo pelo meu telescópio, e nas horas vagas usava meu telescópio para focalizar na superfície de Plutão... Aquelas geleiras, gostaria de ter uma geleira daquelas para mim, ficaria no ponto mais alto comendo biscoitos, melhor do que namorar um fracassado."
O rapaz deixa cair uma lágrima e responde:
"-Fracassado, posso ser um fracassado, mas te amei todo esse tempo e respeitei o juramento que fiz para a minha galinha da sorte. Jurei te amar o resto da vida, e agora...você me diz tudo isso e eu continuo te amando."
Em um instante de compaixão a moça beija o rapaz como se isso fosse a última ação de sua vida, sai, olha para trás , sorri e diz até nunca mais!
Preciso seguir meu destino e encontrar meu panda amarelo.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Uma longa viagem

Olá! Estou criando esse blog com o intuito de discutir vários temas relevantes, culinária, TV, cotidiano, universidade, RPG, filmes, entre outros temas.
Para facilitar a compreensão desse primeiro post eu recomendo que a leitura de Revolução dos Bichos tenha sido feita previamente. Muito embora eu acredite que todos compreenderão a mensagem principal desta primeira postagem.
Era uma bela manhã de terça-feira quando as ovelhas começaram a se agitar, disseram a elas que o líder do rebanho não pertencia mais a esse mundo. A notícia causara espanto em todo o campo. O carneiro que partiu era respeitado e querido por todos os outros animais daquelas redondezas.
Esse carneiro era mais sábio do que os outros animas, adorava fazer seu cigarro enquanto ajeitava seu longo chapéu preto. Enquanto fumava, esse nobre carneiro transmitia mensagens de sabedoria para os outros animais. Em um belo dia desses enquanto apressiava seu cigarro, nosso querido animal dissera que fumava desde sua juventude, uma das ovelhas mais jovens questionava quanto a isso. "Como assim, vovô? Sua mãe deixava o senhor fumar?". Com uma grande risada Vovô (como era conhecido o nosso carneiro) respondera que não, mas já tinha fumado escondido algumas vezes quando sua mãe não estava por perto.
Vovô adorava contar histórias para seus netos, e uma das histórias favoritas de todos é de como ele conhecera sua companheira, parecia algo tão inacreditável a maneira como ele contava as histórias que muitas vezes até acreditavam que ele sempre foi velho, pois nenhuma das ovelhas mais jovens o viu antes desse belíssimo animal completar 70 meses.
A vida era calma e agradável na cidade, porém em um belo dia Vovô tinha sido acometido de uma grande doença. A Doutora Coruja disse que era resultado do fumo, mas Vovô era bastante teimoso com relação a este aspecto, disse que iria continuar fumando enquanto restasse vida para ele e ainda contava uma piadinha de que acenderia um cigarro no seu enterro "acenderia na vela de 7° dia". Todos riam das aventuras de Vovô, mas o tempo foi passando e sua vida foi se tornando cada vez mais ameaçada...Pouco tempo depois nosso carneiro não usava mais seu velho chapéu, nem conseguia mais fumar, apenas gemia deitado em um vasto jardim com flores falantes. As flores diziam entre elas que a partida de Vovô estava muito próxima, pois ele não conseguia nem se levantar.
Pouco tempo depois, a teoria das flores falantes se confirmara, Vovô depois de resistir por muito tempo partiu desse mundo "encantador".
No dia de sua partida, sua pequena casa de palha fora invadida por porcos, urubus, a Doutora Coruja foi se despedir e um burro chamado Roger visitara Vovô durante a noite. Roger chorava tanto por dentro, mas preferia não demonstrar que estava mal e preferia ficar quieto em um canto escuro lembrando-se de seus pequenos roubos, Roger roubava uvas da videira de Vovô, mas nunca havia sido advertido por tal delito, afinal nosso carneiro era mais adorável das criaturas.
No dia de seu funeral todos se reuniram, as ovelhas, os burros, os porcos apareceram também e os urubus que não podem ouvir falar de bicho morto.
Foi uma "festa" incrível. Todos os porcos desfilavam de belos ternos, falavam de um futuro melhor após a eleição para representante do sítio, e no final parecia mais um comício de porcos. Vovô nunca fora atendido por tantos porcos ao mesmo tempo, mas dessa vez, apenas dessa vez, os porcos marcaram presença com seu ar repugnante.
OS porcos prometeram tudo (como de costume), mas na prática se viu uma guerra de vaidades, queriam ver quem podia mais e fizeram questão de carregar o grande caixão até o cemitério local. No cemitério alguns porcos "derrubaram" algumas lágrimas em troca de uns votinhos a mais, enquanto a família sentia uma dor grande no coração pela partida de Vovô.
Quando o sepultamento foi concluído, uma ovelha mais jovem conseguiu ouvir a conversa de dois porcos.
Porco Galego: "Vou ser o candidato a prefeito desse sítio em breve."
Porco Dema: "Que bom! Espero ser seu vice-prefeito, nobre camarada"
"Que tal nos reunirmos para discutir algumas coisas?"
Porco Galego: "Hoje eu não posso, tenho que assistir ao BBB7, acho que a Siri vai ficar com o Caranguejo."
Porco Dema: "É verdade, meu camarada!"
Pouco tempo depois o cemitério estava vazio, e enquanto todas as ovelhas choravam desesperadas, os porcos discutiam sobre sua vida cheia de compromissos e sobre o BBB7.
Talvez os porcos tenham representado toda "dor" que eles realmente sentiam pela partida de Vovô.
Dizem que as ovelhas ainda choram por escondidas por aí, enquanto os porcos...BEm eles assistem TV e decidem o nosso medíocre destino.

Dedico esse post para meu querido avô Renato.
"Minhas lágrimas não foram suficientes para trazê-lo de volta a vida, mas elas geraram a mais bela das cataratas para que possamos nos reencontrar."
Sentirei mbastante a sua falta, Vovô.